
Neste ano que está começando, 58 países realizam eleições. Só na América Latina serão três: além do Brasil, haverá disputas no Peru e na Colômbia.
Mas quero destacar dois pleitos como fundamentais não apenas para os públicos internos, mas, principalmente, porque afetam as relações internacionais.
O primeira deles será em Israel, previsto para 27 de outubro. Será o primeiro grande teste de Benjamin Netanyahu e seu partido, Likud, após o cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas. Bibi será julgado nas urnas pelas falhas de segurança que facilitaram o 7 de outubro, a forma como conduziu a tragédia dos reféns e a guerra contra Irã e Hezbollah. Nem seu julgamento por corrupção nem o mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e crimes contra a humanidade têm minado a popularidade do primeiro-ministro.
O destino político de Bibi, o mais longevo premier de Israel, definirá o futuro do Oriente Médio: a continuidade do cessar-fogo com o Hamas, algum tipo de plano para Gaza, e o estabelecimento de relações diplomáticas com o mundo árabe (leia-se Acordos de Abraão).
A segunda disputa política a que devemos ficar atentos é a dos EUA - as chamadas "midterms", eleições de meio de mandato, em novembro, quando são renovadas todas as cadeiras da Câmara e um terço do Senado. Elas geralmente funcionam como um referendo em relação ao mandato presidencial. O Partido Republicano tem vantagem de sete cadeiras na Câmara, e defende 24 no Senado.
Se a legenda de Donald Trump perder a maioria em uma das Casas do Congresso, boa parte do resto do mandato ficará comprometido. Cerca de 60% dos americanos dizem que o país está indo na direção errada e afirmam que a ansiedade econômica está alta.





