A reportagem de Zero Hora está, desde domingo (4), na cidade de Pacaraima, em Roraima, na fronteira entre o Brasil e a Venezuela, para registrar como está o clima na região desde a ação militar dos Estados Unidos que capturou o ditador Nicolás Maduro.
O Ministério da Justiça brasileiro prevê aumento do fluxo de refugiados para esta segunda-feira (5). Em média, cerca de 500 venezuelanos têm ingressado no país diariamente pelo trecho.
Nicolás Maduro foi capturado após um ataque norte-americano a Caracas, capital da Venezuela, no sábado (3). A fronteira entre Brasil e Venezuela ficou fechada neste dia, mas foi reaberta logo depois.
A cidade de Pacaraima (RR) é a fronteira terrestre do Brasil com a cidade de Santa Elena de Uairén, na Venezuela. Existem abrigos da ACNUR, instituição da Organização das Nações Unidas (ONU) para refugiados, e da organização Cáritas Brasil.
Também há um posto da Operação Acolhida, força-tarefa do governo brasileiro para receber refugiados venezuelanos. Cerca de 2 mil homens do Exército brasileiro fazem a proteção da fronteira.
Embora o fluxo esteja aberto, o caminho ainda é perigoso para jornalistas, que não são autorizados pelo governo venezuelano a reportar livremente a situação no país. Pelo menos 30 barreiras militares estão sendo montadas nas estradas venezuelanas. Embora Maduro tenha sido detido, a cúpula chavista segue no poder, com o comando da vice Delcy Rodríguez.



