
Não é a primeira vez que os Estados Unidos tentam comprar a Groenlândia. Aliás, os americanos expandiram seu território, ao longo de sua história, na base do dinheiro ou do canhão.
Como Donald Trump, no discurso em Davos, na quarta-feira (21) disse não querer usar a força, fiquemos com a opção da compra.
A expansão territorial dos EUA se deu basicamente no século 19. Os americanos compraram o que hoje é o Estado da Louisiana da França, em 1803, a Flórida, da Espanha, em 1819, e o Alasca do Império Russo, em 1867. Entre 1867 e 1910, houve tentativas de se comprar a Groenlândia, mas a ideia nunca foi adiante. Finalmente, em 1916, os EUA reconheceram a soberania dinamarquesa sobre toda a Groenlândia como condição para a compra das Ilhas Virgens no Tratado das Índias Ocidentais Dinamarquesas.
Esse desejo nunca morreu. Quando Trump, na quarta-feira (21), se referiu à ajuda militar que os EUA deram à Dinamarca, protegendo à ilha da invasão nazista, nos anos 1940, ele afirmou que os americanos "foram estúpidos" em devolver o território. Na verdade, não foi uma devolução, porque os EUA nunca foram donos da Groenlândia. Mesmo assim, um ano após a Segunda Guerra Mundial, os americanos ofereceram à Dinamarca US$ 100 milhões em ouro para comprar a Groenlândia.
O presidente era Harry S. Truman, que, assim como Trump, inspirava-se na Doutrina Monroe, de James Monroe, que governou os EUA de 1817 a 1825 e que criou a expressão "América para os americanos" a fim de afastar potências extra-regionais do continente. À época, as nações europeias.
Hoje, leia-se Rússia e China.





