
As explosões que ocorreram na madrugada deste sábado (3), em pelo menos quatro Estados da Venezuela, têm como alvo infraestruturas militares do país de Nicolás Maduro, inclusive pontos icônicos do governo.
Por volta das 6h20min, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a captura do próprio ditador da Venezuela e de sua mulher, que foram levados para fora do país.
Três símbolos do regime bolivariano teriam sido atingidos: um deles, a principal base da força aérea, conhecida como La Carlota. Trata-se oficialmente da Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, localizada próximo a bairros de classe média e alta da cidade de Caracas. Ali, operam aviões militares pequenos.
O outro suposto ataque teve como alvo o Forte Tiuna, centro nervoso das forças armadas da Venezuela, frequentemente comparado ao Pentágono, em Washington. Inclusive o local, pela suposta segurança, seria um dos endereços usados por Maduro para residir.
O terceiro ponto icônico seria o chamado Quartel de la Montaña 4F, onde está sepultado Hugo Chávez, o fundador do chamado bolivarianismo, do qual Maduro é sucessor. Esse quartel fica localizado na favela 23 de Enero, uma das maiores de Caracas. É um centro de memória política, ponto central para o chavismo, conhecido por ser o local do levante militar de 1992.
A se confirmar um ataque em série do governo dos EUA, tudo indica que o objetivo seria minar centros de comando e de controle da Venezuela, com ações contra sistemas de radares e aeródromos, a fim de mitigar operações de defesa aérea, e atingir simbolicamente o regime — caso do quartel onde está enterrado Chávez.



