
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Apesar de o Instituto Nobel anunciar no fim de semana que María Corina Machado estaria presente para receber o Prêmio Nobel da Paz, ainda há indefinição sobre a real participação da opositora venezuelana na cerimônia oficial de entrega da premiação em Oslo, na Noruega, nesta quarta-feira (10).
A apreensão em torno de sua presença, que vinha crescendo nas últimas semanas, intensificou-se quando a organização do evento cancelou uma entrevista coletiva com a laureada, marcada para terça-feira (9), devido à incerteza sobre seu paradeiro.
Um porta-voz do Instituto declarou a jornalistas que há dificuldades para que a ganhadora chegue a Oslo, afirmando: "Esperamos que ela compareça à cerimônia".
A opositora foi vista pela última vez em público no dia 9 de janeiro, em uma manifestação em Caracas contra a posse de Nicolás Maduro. Se realmente comparecer a Oslo, esta será sua primeira aparição pública em 11 meses. Desde então, seu paradeiro é desconhecido, supostamente devido a ameaças do regime.
Apesar da incerteza, figuras relevantes da política e da cultura já estão em Oslo desde segunda-feira. A mãe de María Corina, Corina Parisca, de 84 anos, já está na cidade. O líder da oposição Edmundo González Urrutia, candidato à presidência da Venezuela em 2024, também está presente.
Os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Panamá, José Raúl Mulino, já estão na capital norueguesa. Também são esperados os homólogos do Equador, Daniel Noboa, e do Paraguai, Santiago Peña.
María Corina Machado foi anunciada como ganhadora do Prêmio Nobel da Paz no dia 10 de outubro, em reconhecimento a seus esforços para promover a democracia na Venezuela.






