
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A organização brasileira Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) recebeu, nesta quarta-feira (10), o principal prêmio ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU). Denominado Champions of the Earth (Campeões da Terra), a premiação é concedida há 20 anos e esta foi a primeira vez em que uma instituição de pesquisa brasileira venceu a categoria de Ciência e Inovação.
O reconhecimento foi conferido ao Imazon por seu pioneirismo no monitoramento da floresta com tecnologias geoespaciais avançadas e inteligência artificial. A cerimônia ocorreu durante a sétima sessão da Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente, em Nairóbi, no Quênia.
O prêmio é concedido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e homenageia anualmente cinco pessoas, grupos ou organizações cujas ações têm um impacto transformador na proteção ambiental e no combate às mudanças climáticas.
Sobre o Imazon
Com sede em Belém (PA), o Imazon é uma instituição científica sem fins lucrativos, que atua há 35 anos para promover a conservação e o desenvolvimento sustentável na Amazônia. Além disso, o Imazon criou os primeiros sistemas de monitoramento da Amazônia por imagens de satélite da sociedade civil e a primeira plataforma de previsão de desmatamento na região por inteligência artificial.
Atualmente, o Imazon mantém nove temas de monitoramento da Amazônia: desmatamento, degradação florestal, exploração madeireira, mudança no uso da terra, vegetação secundária, estradas, risco de desmatamento, dinâmica da superfície de água e áreas úmidas. A organização já desenvolve ações de monitoramento da Pan‑Amazônia em parceria com instituições da Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.


