
Agora, virou moda ocupar a mesa diretora ou a cadeira da presidência da Câmara dos Deputados no Brasil, mantendo o plenário da Casa sequestrado, inviabilizando debates e votações.
Em agosto, deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro exigiam que a pauta incluísse uma anistia para os réus por tentativa de golpe, o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o fim do foro especial para ocupantes de cargos eletivos. Não levaram. Então, de birra, ocuparam, por 36 horas, a mesa, impedindo a abertura das sessões legislativas e a votação de projetos. Nada mais infantil.

Nesta terça-feira (9), outra cena patética: o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após o processo que pede a cassação de seu mandato por chutar um militante de direita que o perseguia na Casa ser pautado. Foi retirado à força por policiais legislativos.
Chamar de circo seria faltar com o respeito os profissionais do picadeiro. É balbúrdia, desrespeito pela liturgia do cargo e com o nosso voto o que vemos no Congresso.
Aliás, nessa bagunça que virou o parlamento brasileiro, há dois pesos e duas medidas por parte do presidente da Casa, deputado Motta, diante da tática "Quinta Série" de tentar impedir na marra o debate: com os parlamentares bolsonaristas, a saída empreendida foi o diálogo. Tanto que o "protesto" durou quase dois dias. Contra Braga, foi à força.




