
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Diante do possível corte de R$ 448 milhões no orçamento de 2026 das universidades brasileiras — sendo R$ 44,1 milhões nas federais gaúchas — o Ministério da Educação (MEC) afirmou que busca formas de reduzir o impacto para assegurar a execução das políticas públicas. Em nota enviada à coluna, a pasta declarou que o objetivo é garantir a continuidade das ações educacionais.
"O Ministério da Educação (MEC) estuda formas de mitigar o impacto para assegurar a completa execução das políticas públicas educacionais.", diz a nota.
A redução será confirmada caso a Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada pelo Congresso no dia 19, seja sancionada pelo presidente Lula. O corte representa cerca de 7% do valor inicialmente enviado pelo Executivo ao Legislativo no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA).
A coluna acompanha o assunto desde a última semana, quando noticiou o corte na UFRGS, a maior do estado, que chega a R$ 14,5 milhões (7,24%). Segundo a reitora Marcia Barbosa, o orçamento de 2025 cobriu apenas despesas essenciais, como água, luz, serviços terceirizados, assistência estudantil e o Restaurante Universitário (RU).
Além da UFRGS, sofrerão reduções as demais federais do Rio Grande do Sul: UFPel, FURG, UFSM, UFCSPA e Unipampa. Os percentuais variam entre 6,6% (Unipampa) e 7,24% (UFRGS). Já o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) sofrerá um corte de 7,21% (R$ 8,5 milhões).
Esses cortes atingem verbas destinadas a despesas discricionárias (não obrigatórias), que incluem contas de luz e água, bolsas acadêmicas, insumos de pesquisa e compra de equipamentos.



