
Com 95% das urnas apuradas, o candidato José Antonio Kast está eleito o novo presidente do Chile, em um processo eleitoral que marca o retorno da direita ao poder, depois de quatro anos de Gabriel Boric no Palacio de la Moneda. O pleito deste domingo (14) marca uma contundente derrota à esquerda no país sul-americano.
Sua vitória equilibra a balança ideológica na América do Sul, que, até este domingo (14), pendia para a esquerda e centro-esquerda.
Kast (Partido Republicano), que muitas vezes foi considerado o "Jair Bolsonaro chileno", chega à presidência em sua terceira tentativa. Neste domingo (14), em segundo turno, ele derrotou Jeannette Jara, do Partido Comunista, com 58,3% dos votos contra 41,7% da líder de esquerda, a ex-ministra do Trabalho do governo de Boric.
Foi uma eleição marcada não apenas pela polarização direita-esquerda, mas também pelo forte apelo por uma agenda de segurança. Essa é uma das principais preocupações da população.
O governo Boric, o presidente mais jovem a chegar ao La Moneda, em 2021, também encerra seu mandato com forte rejeição: mais de 60%.
Esse também foi um pleito marcado por fantasmas do passado recente e mais antigo do Chile. Fissuras da ditadura de Augusto Pinochet seguem presentes, como o apoio de Kast a próceres do regime, assim como as promessas não cumpridas de uma nova Constituição pós-estallido social por parte de Boric.
Com a vitória de Kast e, ao assumir, a direita contabilizará seis presidentes na América do Sul. Atualmente, comanda o Paraguai (Santiago Peña), o Equador (Daniel Noboa), a Argentina (Javier Milei), a Bolívia (Rodrigo Paz Pereira), e o Peru (Dino Baluarte).
A esquerda governa no Brasil (Lula), ba Colômbia (Gustavo Petro), na Venezuela (Nicolás Maduro), na Guiana (Irfaan Ali), no Suriname (Jennifer Geerlings-Simons), e no Uruguai (Yamandú Orsi).
Veja como fica a balança de poder na América do Sul.


