
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Os presidentes Lula e Donald Trump têm mantido contato para trabalhar pelo fim da crise tarifária entre os Estados Unidos e o Brasil. Recentemente, houve mais uma ligação telefônica entre os dois para discutir soluções.
Apesar dos avanços das equipes econômicas, a projeção da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) é de que as negociações ainda irão se estender por cerca de um ano.

Para o vice-presidente de Economia da entidade, Fernando Marchet, no contexto global, outros países despertam maior interesse econômico em Trump, e a questão com o Brasil não é prioridade. No entanto, ele acredita que a crise será resolvida.
— Há 50 ou mais países à frente para (Trump) pensar, então o Brasil está em uma posição secundária. Acho que vai se resolver. Muitos dos acordos entre os EUA e outros países vão se resolver.
Atualmente, alguns produtos brasileiros importados pelos americanos chegam a ser sobretaxados em até 50%. Marchet avalia que, mesmo com as negociações, as taxas não serão totalmente eliminadas.
— Sem tarifa? Acho que não. Vai ter alguma. Será uma taxa agressiva? Acho que não. Esse tabuleiro de negociações internacionais ainda levará pelo menos mais um ano.





