
A composteira gigante produzida por uma startup gaúcha e enviada para Belém para fazer a compostagem durante a COP30 tratou 15 toneladas de resíduos orgânicos. O total é 10 vezes inferior ao que os organizadores do evento haviam estimado: 150 mil toneladas.
Desenvolvido pela Igapó, startup integrante da comunidade Tecnopuc e vinculada ao Celeiro AgFood, vertical de negócios em agro e foodtech do instituto, tem capacidade para processar 5 toneladas diárias.
Na avaliação do CEO da Igapó, Artur Ferrari, o tipo de alimentação vendida nos espaços da COP30, no Parque da Cidade, contribuiu para a pouca produção de resíduos orgânicos.
A maior parte do material processado foi oriundo de um único restaurante, na Blue Zone, a área de decisões da COP. Outros pontos de venda consistiam em pequenas tendas com salgados e alimentos prontos.
- Eles estimaram o total baseados no número de pessoas que circulariam pela COP. Mas muita gente não ficou o dia inteiro no local. Poucas acabaram comendo ali. Pelo menos, a composteira maior ficou como legado para Belém - avalia Artur.
O sistema reduz o envio de lixo para aterros sanitários e contribui para a sustentabilidade do evento. A composteira de 16 metros de comprimento por 4,5 metros de largura deixou Canoas em 22 de dezembro. Foi levada por via rodoviária até Belém.






