
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O escudo protetor construído ao redor do local onde ocorreu o desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, não consegue mais cumprir sua função de conter os resíduos radioativos, informou a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU). Segundo a organização, isso se deve a um ataque de drone ocorrido no início deste ano, que atingiu a estrutura do espaço.
De acordo com a AIEA, o Novo Confinamento Seguro (NSC, na sigla em inglês) — estrutura responsável por “segurar” a radiação — foi severamente danificado pelo ataque e, por isso, perdeu suas principais funções de segurança, incluindo a capacidade de confinamento. A Ucrânia acusou a Rússia de realizar o ataque, o que o Kremlin negou.
“A missão confirmou que o NSC havia perdido suas funções primárias de segurança, incluindo a capacidade de confinamento, mas também constatou que não houve danos permanentes às suas estruturas de suporte de carga ou aos sistemas de monitoramento”, diz um trecho do comunicado da AIEA.
“Foram realizados reparos temporários limitados no telhado, mas a restauração completa e em tempo hábil continua sendo essencial para evitar maiores danos e garantir a segurança nuclear a longo prazo”, afirmou o diretor-geral da agência, Rafael Grossi.
O NSC é uma estrutura maciça de aço em forma de arco, construída para cobrir o reator número 4 — destruído na explosão de 1986 — e conter seu material radioativo. A obra foi iniciada em 2010 e concluída em 2019, com projeção de durar 100 anos.




