
Além da Green Zone, o espaço da sociedade civil, e a Blue Zone, uma das novidades da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) é a existência da AgriZone, um espaço reservado inteiramente para o agronegócio. O local converteu-se, em Belém, em vitrine da capacidade do setor em combinar desenvolvimento econômico e proteção ao ambiente.
A coluna conversou, no Jornal do Almoço, na RBSTV, com o presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes.
Leia os principais trechos.
Qual a importância de um espaço desses na COP30?
De fato, a atividade agrossilvipastoril, ela se tornou parte da solução desde a COP de Glasgow, há quatro anos atrás, quando o seu presidente, Alok Sharma, determinou a formação do Grupo Koronivia, que trouxe as atividades agropecuárias para parte da solução das questões do aquecimento global e nada mais, nada menos, que a ONU buscou no Brasil, através do nosso programa de agricultura de baixo carbono, que nasceu no Rio Grande do Sul, como pauta precursora e principalmente exemplos. A ONU buscou a formação mundial das atividades agrossilvipastoril, que devem ser utilizadas no mundo para atividades resilientes, sustentáveis e produtivas. E desde então, a pauta agrária, toda a questão da produção agropecuária e silvícola, se tornou parte da solução. Trazendo em Sharm El-Sheikh, no Egito, a questão da segurança alimentar, e mais do que isso, com a plataforma de Sharm El-Sheikh em Dubai e depois em Baku, trazendo as métricas de sequestro de carbono trazendo o resto de carbono das atividades produtivas realizadas dentro das porteiras brasileiras.
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Há um estudo divulgado na COP que diz que a cada hectare cultivado, o Brasil mantém dois hectares com vegetação nativa. Aquela imagem do agro poluente mudou?
Quem trata assim a pauta ambiental é política. Nós tratamos ela como ciência e tecnologia. E o Brasil é o modelo de sustentabilidade. E esse trabalho da Embrapa, lançado no primeiro dia aqui em Belém, na AgriZone, ratificado por toda a COP, pela ONU e pela FAO, ele é o exemplo disso. 66% do território brasileiro é de áreas preservadas. E 29%, ou seja, quase metade da área preservada está dentro das propriedades. Das propriedades privadas, desde a agricultura familiar, passando pela média propriedade, e a agricultura empresarial. Então, nós somos o exemplo mundial preconizado pela COP, pela ONU. E isso tem que estar muito importante, trabalhado pela sociedade gaúcha e brasileira. Por isso que estamos aqui, para firmar essa posição e construir essa posição firme, de que temos a solução para o crescimento global, através da atividade pecuária, agrícola e silvícola gaúcha e brasileira.
O governador Eduardo Leite entregou à Farsul e à Confederação Nacional de Agricultura (CNA) uma proposta de redução de 90% das emissões de carbono no setor do agronegócio gaúcho, em pelo menos quatro cadeias produtivas, até 2050. Como avaliam este documento?
Esse documento foi construído pela sociedade gaúcha, através de um trabalho realizado pela a Diretoria do Meio Ambiente, a Diretoria do Clima, a qual a Farsul, o Fetag participaram ativamente. E ele é nada mais do que as atividades realizadas todos os dias para os nossos produtores, compiladas num documento e através de uma métrica de descarbonização, nós conseguimos comprovar a nível internacional, o que somos, a melhor, mais resiliente, adaptada e sustentável agricultura do mundo. Precisamos tornar isso um ativo brasileiro e que a sociedade nacional tenha o orgulho desta pauta.












































































