
Será uma semana eletrizante para a diplomacia brasileira. Quinta (6) e sexta-feira (7), ocorre a Cúpula dos Líderes, em Belém, no Pará, quando o presidente Lula irá receber chefes de governo e de Estado para a COP30.
Será, na prática, uma pré-abertura da conferência sobre mudanças climáticas, que terá início oficial no dia 10, na outra segunda.
O que Lula disser na cúpula de Belém dará o tom da COP30 - e o mundo olha com desconfiança, como de costume, para um país anfitrião de uma conferência sobre mudanças climáticas que adota ações contraditórias, como a recente liberação para exploração de petróleo na Margem Equatorial.
Luta terá reuniões bilaterais com os líderes, mas estará também de olho no cenário à Oeste. As ameaças de Donald Trump a Venezuela - e a iminência de um ataque ao país sul-americano, negado pelo presidente depois de dois jornais noticiarem a iminência da ação militar - pôs a diplomacia e as Forças Armadas brasileiras em alerta. Nos dias 9 e 10, será realizada em Santa Marta, na Colômbia, uma cúpula de chefes de Estado e governo da União Europeia (UE) e da Comunidade de estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Lula quer estar em Belém no dia 10, para a abertura oficial da COP, mas não descarta ir à Colômbia dada a emergência.
Em meio a tudo isso, a qualquer momento, negociadores brasileiros podem ser chamados a Washington para a continuidade do debate sobre as tarifas. O pelotão de frente brasileiro será composto pelo vice Geraldo Alckmin, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o chanceler Mauro Vieira.
Não se sabe dia ou horário em que a fumaça sairá do alto da Casa Branca, mas será em breve, muito provavelmente durante a COP30.


