
A prefeitura de Porto Alegre apresentou na manhã desta quarta-feira (12) na COP30, em Belém, um caderno, detalhando 30 ações prioritárias para adaptar a cidade a eventos extremos decorrentes das mudanças climáticas e para reduzir emissões de gases poluentes. Dessas medidas que constam no documento de 75 páginas, 16 já estão em andamento, como frota de ônibus elétricos e sistemas de medição.
O caderno foi apresentado pelo prefeito Sebastião Melo, na Blue Zone, a área de decisões da COP30.
A meta é reduzir em 50% a emissão de gases poluentes da Capital até 2030. O inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), de 2021, indicou que o setor de transportes contribui com 67,7% das emissões. Uma análise de riscos identificou as seis principais ameaças à cidade: alé de tempestades e inundações, deslizamentos, secas, ondas de calor e vetores de doenças.
Presente na COP30, o secretário municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) de Porto Alegre, Germano Bremm, destaca que, atualmente, cem ônibus elétricos já integram a frota, enquanto prédios municipais utilizam energia limpa, adquirida via PPP e no mercado livre. A pavimentação com asfalto morno e de borracha e a isenção da obrigatoriedade de vagas de estacionamento em novos empreendimentos complementam o panorama de ações que viram descarbonizar a infraestrutura urbana e incentivar a mobilidade sustentável.
O secretário também lembra que a cidade investiu na contratação de sistemas de medição, monitoramento e alerta, que detectam riscos climáticos em tempo real e o monitoramento constante de dados meteorológicos, hidrológicos e geológicos. Uma ação importante, lembra Bremm, foi a implementação do prédio do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec), ponto central para coordenação de ações, e a construção do Centro de Monitoramento e Contingência Climática da secretaria.
— Somos uma das poucas cidades brasileiras que tem plataforma de monitoramento de ações do Plano de Ação Climática. A contratação de uma empresa de meteorologia, os totens que medem as quantidades de chuva, o contrato de uma alternativa para sistema de proteção em direção à Zona Sul, o centro de monitoramento e contingência são ações que estão na vida real e já são fruto da estruturação desse planejamento - afirma o secretário





