
O governador Eduardo Leite assinou na manhã desta terça-feira (11), durante a COP30, em Belém, uma parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU) para formação e capacitação das equipes que irão integrar o Centro Estadual de Reconstrução Resiliente (CERR), uma estrutura que pretende ser referência em pesquisa, planejamento e análise de riscos, adaptação climática e resiliência.
A instituição ficará sob o guarda-chuva do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (CEGIR), uma base de coordenação das ações de defesa civil em nível estadual, que será projetada para coordenar e gerenciar operações de resposta a emergências e desastres. Esse centro contará com tecnologia avançada para monitoramento em tempo real dos acontecimentos e incidentes acarretados por situações de emergência, decorrentes de eventos extremos, permitindo resposta rápida.
O CERR, com o qual a ONU irá cooperar, será um centro de excelência para pesquisas e planejamento sobre mudanças climáticas. O governo espera tornar não apenas Porto Alegre um case internacional de enfrentamento a desastres naturais e de reconstrução, mas também criar uma estrutura capaz de analisar cases globais afetados por eventos extremos, de enchentes a ondas de calor, por exemplo.
— A partir da parceria com o UNDRR (órgão da ONU), teremos todo o suporte técnico, capacitação de nossos profissionais e a melhor capacidade de articulação institucional com nossos municípios, além de participarmos de uma grande rede de colaboração internacional, que a ONU nos alcança, para, nesse processo de interação, não apenas recebermos conhecimento, expertise, mas também podermos dar nossa colaboração para fora — disse Leite.
O anúncio ocorreu no Pavilhão da ONU Brasil, entre o governador e Kamal Kishore, representante especial do secretário-geral da ONU para Redução de Risco de Desastres. A estrutura funcionará no Centro Administrativo de Contingência (CAC), nas instalações da antiga CEEE, em Porto Alegre, e utilizada durante a tragédia da enchente de 2024 no RS como sede do governo do Estado. O investimento será de R$ 7 milhões, com recursos do Funrigs.

— Meu desejo é que outros lugares que não tenham vivido o que o RS vivenciou possam previamente se preparar. O RS é de fato laboratório vivo de estruturação, de planos de resiliência, capacidade de resposta e adaptação climática — disse o governador.
A previsão de entrega do órgão é de 12 meses, a partir da ordem de início. Antes, o governo lançará o edital, ainda em novembro. Depois, em 30 dias, ocorre a licitação.
Ele participou de um painel no pavilhão da ONU Brasil intitulado Resposta à Emergência Climática no Rio Grande do Sul (2024): lições operacionais para uma ação humanitária e de desenvolvimento inclusiva", que contou com a participação do ministro Wellington Dias, do Desenvolvimento Social e Assistência Social.
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Leite lidera, nesta terça (11) e quarta-feira (12), a delegação do governo do Estado na COP30, integrada também pela secretária de Meio Ambiente, Marjorie Kauffmann, e da Reconstrução Gaúcha, Pedro Capeluppi.













































































