
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A atenção dos participantes da COP30 voltava-se ontem para a divulgação do primeiro "homenageado" com o Fóssil do Dia, título tradicional que ironiza países ou instituições que obstruem avanços nas conferências do clima da ONU.
Surpreendentemente, nesta edição, a Climate Action Network International – organização responsável pela premiação – optou por conceder o “Raio do Dia” (Ray of the Day), um reconhecimento a contribuições positivas para a agenda ambiental. A honraria foi conferida ao G77+China, bloco que reúne 134 países em desenvolvimento.

Segundo a organização do prêmio, o grupo foi premiado por integrar a justiça e a equidade em todos os níveis de implementação; promover a coordenação e a partilha de conhecimentos entre setores e instituições; apoio a financiamentos que não gerem dívida para períodos de transição; fortalecimento do diálogo social; e pela garantia que as pessoas, e não os lucros, permaneçam no centro da ação climática.
“Fóssil do Dia”
Embora não seja uma premiação oficial e não integre a programação da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a "homenagem" simbólica e irônica ocorre anualmente e é concedida diariamente durante as conferências do clima a países ou organizações que tiveram, naquele dia, a pior atuação na defesa de pautas de ação climática. O nome "Fóssil" faz referência aos combustíveis fósseis, e a premiação é realizada desde 1999.
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O Brasil já recebeu a distinção em algumas ocasiões, como em 2023, quando aderiu à Opep+.









































































