
A empresa gaúcha Lojas Renner apresentará, em Belém, durante a COP30, novos cases de sustentabilidade, destacando o projeto de algodão agroflorestal.
A varejista será representada pelo diretor de Sustentabilidade da Lojas Renner S.A., Eduardo Ferlauto, e pela vice-presidente de Gente, Sustentabilidade e Relações Institucionais da Lojas Renner S.A., Regina Durante. Em 2024, na COP29, em Baku, os dois apresentaram a meta da empresa de alcançar a produção de zero emissão de carbono até 2050.

A estratégia evoluiu em compromissos públicos, mobilização do ecossistema de moda e lifestyle, trabalho com fornecedores, pesquisa e desenvolvimento e inovação, com foco em matérias-primas regenerativas.
Durante um dos painéis na COP30, na semana que vem, a empresa apresentará o projeto inovador de “florestas de algodão”, com manejo integrado: algodão, alimentos e árvores nativas, em parceria com a Farfarm (startup especialista em cadeias regenerativas) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
O sistema agroflorestal captura de mais de 18 toneladas de carbono por hectare por ano. Para efeitos de comparação, um cultivo convencional emite cerca de 4,5 toneladas por hectare/ano. Ou seja, há uma diferença positiva relevante.
Além disso, a iniciativa privilegia a inclusão social, com famílias que dobraram a renda anual.
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O projeto busca mensurar impactos para viabilizar escala e integrar a estratégia de redução de emissões, com coleção que já utilizou parte do algodão agroflorestal.A Renner tem como meta reduzir 55% das emissões por peça produzida até 2030 e atingir neutralidade em 2050.
— As oportunidades para o negócio são maiores que os riscos, com impactos financeiros mensurados - explica Ferlauto.
Ele acrescenta que critérios climáticos já influenciam decisões de expansão da empresa: abertura de lojas é condicionada a riscos de inundação das regiões, por exemplo.













































































