
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Na próxima segunda-feira (17), data em que a COP30 celebra o Dia da Juventude e do Protagonismo Estudantil, os estudantes terão destaque especial na conferência. Alunos da rede estadual gaúcha participarão do "Painel Diálogo Intergeracional", um debate com a diretora executiva da conferência, Ana Toni. Durante o evento, apresentarão à "número 2" da COP30 propostas da "Declaração da Juventude Gaúcha sobre o Clima".
O documento será apresentado pela estudante da Rede Estadual Maria Isabelly D’Agostini da Silva, da Escola Estadual Quilombola Santa Teresinha.
A participação destacará a importância da atenção às mudanças climáticas para o bioma Pampa e apresentará estratégias do "Escolas Resilientes RS", iniciativa do governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), que visa preparar a rede estadual para eventos climáticos extremos.
Leia mais sobre a COP30
"Mais do que prédios seguros, essas escolas representam um novo jeito de aprender e cuidar. Suas estruturas são planejadas para proteger e inspirar: utilizam materiais sustentáveis, sistemas de drenagem e captação da água da chuva, energia solar e ventilação natural. Cada detalhe foi pensado para garantir segurança, autonomia e respeito ao meio ambiente, tornando-as exemplos vivos de adaptação e sustentabilidade. Mas a resiliência vai além das paredes. Dentro dessas escolas, o acolhimento emocional é prioridade", afirma um trecho do documento.
Propostas
A declaração também apresenta propostas locais, estaduais e nacionais de ação para o RS no combate aos avanços das mudanças climáticas, como:
- Incentivo a projetos sustentáveis e de energia limpa nos espaços escolares;
- Educação ambiental para crianças, com ações práticas e vivências ao ar livre;
- Produção e distribuição de materiais didáticos interativos sobre educação ambiental e climática;
- Adaptação de escolas e cidades para enfrentar eventos extremos;
- Fortalecimento dos sistemas de alerta e prevenção de desastres;
- Ampliação do uso de fontes de energia renovável e incentivo ao transporte não poluente;
- Proteção dos povos originários e incentivo à agroecologia como caminho para a soberania alimentar.












































































