
Em sua sua última carta antes do início da conferência em Belém, o presidente da COP30, embaixador André Aranha Corrêa do Lago, afirmou que o encontro, que começa nesta segunda-feira (10), pode marcar o momento em que a humanidade recomeça: "Restaurando nossa aliança com o planeta e entre gerações".
"Somos privilegiados por ter sido destinado a nós o dever de fazer história como aqueles que escolheram a coragem em vez da omissão, para virar o jogo na luta climática", afirmou, em texto de três páginas.
Corrêa do Lago, a mais alta autoridade da COP30, o mediador entre os negociadores de 198 partes que integram o regime do clima (entre países e blocos), recuperou, no documento, os temas de suas outras nove cartas ao longo do mandato.
Na primeira, em março de 2025, logo após ser designado pelo presidente Lula para a gestão, ele convidou a comunidade internacional a unir-se ao Brasil ao iniciar uma "nova era de concretização do que já acordamos".
Uma das mais importantes foi a quarta carta, na qual o diplomata apresentou a agenda de ação da COP30, separada em seis eixos: 1) Energia, indústria e transporte; 2) Florestas, oceanos e biodiversidade; 3) Agricultura e sistemas alimentares; 4) Cidades, infraestrutura e água; 5) Desenvolvimento humano e social; e 6) Um eixo transversal sobre catalisadores e aceleradores (financiamento, tecnologia e capacitação).
Na sexta, incluiu os líderes empresariais a fazerem parte do que chama "mutirão global", observando que aqueles que anteciparem as mudanças radicais em seus processos serão os que prosperarão ao construir resiliência e aproveitar as oportunidades oferecidas pela transição.
"Com esta décima carta, concluo um ciclo de palavras para que o mundo abra um ciclo de ação. Estamos quase lá. Onde o rio encontra o oceano: a humanidade recomeça", disse.
A mensagem principal antes do início do evento é que o mundo "está quase lá", em diferentes significados: para abrir a COP30, com o livro de regras do Acordo de Paris completo para a implementação, e com a ambição global finalmente começando a curvar a trajetória das emissões.
"Mas quase não é o suficiente. Precisamos ir mais rápido", disse.
O diplomata também lembrou que o marco representado pela Rio-92, onde a convenção do clima foi criada, há 33 anos: "O Brasil está pronto para recebê-los. Estou pronto para servi-los".



