
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Nos últimos oito anos, o Superior Tribunal Militar (STM) concluiu 94 processos de perda de posto e patente de oficiais. Desse total, 81 casos (86%) tiveram como desfecho a cassação da patente. A média é de mais de 11 casos julgados pelo órgão por ano.
De acordo com o STM, a maior parte dos processos envolveu oficiais do Exército (62), seguidos pela Aeronáutica (16) e pela Marinha (16). Entre as patentes atingidas, destacam-se 14 coronéis e 10 tenentes-coronéis do Exército, além de cinco capitães da Aeronáutica e cinco capitães tenentes da Marinha. Outras patentes, como tenentes e majores, também foram cassadas pela Corte.
Veja os números de processos julgados nos últimos anos:
- 2018: 6 casos
- 2019: 8 casos
- 2020: 8 casos
- 2021: 18 casos
- 2022: 11 casos
- 2023: 11 casos
- 2024: 17 casos
- 2025 (até 26/11): 14 casos (sendo que três estão em fase final de julgamento, com maioria já consolidada pela condenação).
Os militares condenados na trama golpista na terça-feira (25) serão julgados pelo STM. De acordo com a Justiça Militar, os trâmites devem ocorrer "muito provavelmente" em 2026, devido ao recesso do Judiciário, que se inicia em 19 de dezembro. No entanto, para que o processo seja iniciado, é necessária uma representação do Ministério Público Militar (MPM).
Entre os militares que serão julgados, de acordo com determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, estão o ex-presidente Jair Bolsonaro, capitão reformado do Exército; Walter Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, generais; e Almir Garnier, almirante da reserva.






