
Como havia antecipado a coluna, o país de Recep Tayyip Erdogan vinha apostando muito mais suas fichas para sediar a conferência do que a Austrália.
Pela manhã, ouvi aqui em Belém de uma fonte que, nos bastidores, o país da Oceania estaria prestes a desistir. Trouxe uma delegação pequena e estrutura menor.
A Turquia, ao contrário, vem fazendo forte lobby - tem grande estrutura e delegação.
A sede não será nem Ancara, a capital, nem Istambul, sua cidade mais conhecida. Deve ser em Antalya, um balneário do Mediterrâneo, que o governo pretende alavancar como turístico, a exemplo do que o Egito fez ao realizar a COP27 em Sharm el-Sheikh.
Por mais difícil que parecesse, houve acordo entre Turquia e Austrália. O primeiro realizará a Cúpula dos Líderes e a COP31. O segundo, realizará os encontros pré-COP.
A Turquia vem crescendo em demonstração de força geopolítica, principalmente depois do papel de mediador que exerceu no acordo de cessar-fogo entre o grupo terrorista Hamas e Israel. O país também se apresenta como entreposto entre três continentes - África, Ásia e Europa.
A chefia das negociações ficará com os australianos, enquanto a presidência, hoje exercida pelo Brasil, será passada aos turcos.
O acordo ainda precisa ser validado pelo grupo regional, mas isso é mera formalidade.
Caso não houvesse acordo no grupo de países responsáveis pela próxima COP (Europa Oriental e outros), a conferência seria realizada em Bohn, na Alemanha, sede da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.




