
A Marcopolo, de Caxias do Sul, participa em peso dos debates sobre transição energética na COP30, com vários painéis na BlueZone e na GreenZone. Nesta quinta-feira (13), o diretor de Estratégia e Transformação Digital, João Ledur, compartilhou com o público internacional em Belém (PA) soluções e tecnologias brasileiras para descarbonização do setor de transportes.
À coluna, ele relacionou a agenda climática global com a necessidade de cidades mais resilientes, citando impactos recentes no Rio Grande do Sul:
— A rota da descarbonização vai muito além do que se fala muitas vezes de uma eletrificação. O Brasil é um país muito grande, de realidades muito distintas, então a gente tem certeza que o caminho não é elétrico. É eclético — disse.
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Embora ônibus elétricos sejam parte da solução, eles não atendem todas as realidades. A empresa propõe combinar eletrificação com biometano, híbrido a etanol e futuras tecnologias como hidrogênio, para acelerar reduções de emissões em diferentes contextos urbanos.
A eletrificação enfrenta barreiras de infraestrutura: necessidade de subestações e fornecimento de alta tensão em garagens, complexidade multiplicada por frotas de centenas de ônibus. Em 2022, a Marcopolo lançou o Ative Integral, 100% elétrico, com uma pequena frota de oito ônibus operando em Porto Alegre. No caminho do híbrido, a empresa trouxe para Belém o Torino, que converte etanol em energia elétrica para baterias. Também participa da COP o CEO da empresa, André Armaganijan.












































































