
Sabe qual foi a repercussão das falas grotescas do chanceler alemão na COP30? Nenhuma. Obviamente, Friedrich Merz foi infeliz, mal-educado e descortês em relação a Belém. Mas isso não teve efeito algum nas negociações ou no ambiente da COP. Nem os belenenses ficaram irados, preocupados ou, sequer chateados. Sabe por quê? Porque eles têm mais o que fazer — trabalhar, receber bem os visitantes e lidar com as agruras de uma cidade que tem, sim, seus problemas estruturais, como todas as metrópoles brasileiras.
O debate sobre se foi ou não uma agressão ao Brasil pulula ou nas redes sociais, o tribunal preferido da opinião pública, ou entre a elite política — que, aliás, adora capitalizar uma polêmica a fim de ganhar alguns pontos de popularidade. Mas daí o plenário do Senado aprovar um requerimento de voto de censura a Merz, me parece demais. Como se os nobres parlamentares não tivessem mais com o que se preocupar.
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De toda a falsa polêmica, talvez a declaração mais sensata tenha vindo do embaixador André Corrêa do Lago, o presidente da COP30 — que, aliás, só se manifestou sobre o assunto porque foi perguntado por um jornalista:
— Tem tanta coisa boa sendo dito sobre Belém. Tem tanta coisa boa sendo dita sobre a COP. Não temos que ouvir as pessoas que não sabem apreciar. Não temos que ligar para o que as pessoas estão falando, estamos acima disso — disse.










































































