
Em entrevista na tarde desta segunda-feira (17), durante a COP30, em Belém, o vice-presidente e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o acordo de livre-comércio entre Mercosul União Europeia (UE) deve ser assinado em dezembro. A previsão foi dada ao listar diferentes tratados comerciais que o país assinou nos últimos anos.
— O Brasil tem sempre defendido multilateralismo e o livre-comércio, seguindo as regras da OMC. O Brasil tem reagido a possíveis protecionismos. Foi assinado há dois anos Mercosul-Singapura. Este ano, foi assinado Mercosul-Efta (European Free Trade Association), Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. E deve assinar no mês que vem Mercosul-União Europeia, o maior acordo do mundo.
Conforme Alckmin, o tratado será um exemplo de que é possível, mesmo em um mundo com aumento de protecionismos, assinar acordos de "ganha-ganha".
— Isso vai ter reflexo não só no Mercosul e UE, mas será considerado um exemplo de que é possível abrir comércio, um ganha-ganha, ganhos recíprocos e fortalecer o multilateralismo — acrescentou.
Ele disse ainda que essa estratégia está dando certo, uma vez que as exportações brasileiras cresceram 9,1% em outubro.
— Batemos recorde em exportação do país, com crescimento de 9,1%.
Ele descartou medidas relação entre o posicionamento do Brasil na COP30 e a disputa tarifária com os EUA.
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Ele listou produtos da Região Norte, onde fica o Pará, que foram beneficiadas pela ordem executiva de Donald Trump, que baixou em 10% as tarifas sobre pimenta, geleias, palmito e cacau, por exemplo. reduziu 10%. No caso da castanha do Pará com casca e suco de laranja caiu para zero.
— Claro que queremos avançar mais. Estamos trabalhando para avançar mais, porque dos 10 produtos que os EUA mais exportam para nós, oito não pagam imposto. É zero. Não tem sentido ter uma tarifa 10% mais 40%. Os EUA têm superávit (em relação ao Brasil). Do G20, só três países, Reino Unido, Austrália e Brasil (os EUA têm superávit). Estamos confiantes de que vamos avançar mais para corrigir essas distorções para termos um comércio exterior respeitando o multilateralismo e o livre-comércio — finalizou.












































































