
Como você sabe, as COPs são como reuniões de condomínio, onde cada um expressa, em geral de forma bastante egoísta, seus interesses — com muito pouca cooperação.
Para complicar, as decisões das COPs precisam ser por consenso — ou seja, as 198 "partes" (lembre-se as COPs são conferências das partes) precisam concordar.
Isso normalmente já é difícil ao extremo no documento final — e, em geral, por isso, o resultado das COPs não sai na data prevista para o término das conferências, levando a um ou dois dias a mais.
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Mas não é só no final que o debate entrava. No início das negociações isso também ocorre, na definição da agenda das duas semanas que diálogo.
Isso porque, além do que já está definido para ser debatido, cada "parte" (país ou bloco de nações, como a União Europeia) pode propor um novo tema. E, mais uma vez, como a decisão tem de ser consensual, todos os 198 precisam concordar que aquele item será incluído na agenda.
Esse imbróglio inicial acaba atrasando o diálogo propriamente dito — por isso, em geral, a negociação só engrena depois do terceiro ou quarto dia.
O que fez o Brasil? Pactual a agenda antes do início da COP de Belém. Mérito da diplomacia brasileira e do presidente da conferência, embaixador André Corrêa do Lago.
Assim, temas propostos em cima da hora já foram aceitos ou rejeitados. Um exemplo é a discussão proposta pelo Zimbábue sobre a relação entre saúde e clima.
Foi um golaço do Brasil. A COP30 começou bem mais distante do fracasso.









































































