
Os aspectos mais conhecidos das COPs, as conferências das ONU sobre mudanças climáticas, como a que ocorre em Belém, a partir do dia 10, são as negociações entre os países em busca de limitar o aquecimento global. Mas o evento é muito maior do que isso. As iniciativas da sociedade civil são um mundo particular — e, em geral, costumam mostrar ao mundo, como uma vitrine, iniciativas locais de sustentabilidade, inovação e desenvolvimento regional, mais bem próximas de todos nós.
Sete cases do Rio Grande do Sul foram escolhidos pelo Sistema OCB para compor o portfólio de projetos do cooperativismo gaúcho a serem apresentados durante a COP30.
Entre as selecionadas estão Sicredi Confederação (Porto Alegre), Sicredi Sementes do Sul (Espumoso), Aurora (Bento Gonçalves), Coasa (Água Santa), e Creral (Erechim), que participarão presencialmente. Já as cooperativas Unicred Ponto Capital (Santa Maria) e Cooperconcórdia (Santa Rosa) terão seus cases apresentados pela delegação nacional.
Para o presidente do Sistema Ocergs, Darci Hartmann, a presença das cooperativas gaúchas na COP 30 reforça o compromisso do movimento com práticas sustentáveis.
— Levar esses cases à COP é uma forma de dar visibilidade ao papel do setor na agenda climática global. Essa vitrine reafirma o papel do cooperativismo como modelo de negócio alinhado aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU — avalia.
Em julho deste ano, o Sistema OCB em parceria com o Sistema Ocergs realizou uma imersão pré-COP. Na ocasião, autoridades e representantes internacionais foram convidados a visitar cooperativas gaúchas para conhecer alguns projetos, garantindo espaço de destaque para o RS na conferência de Belém.
Entre os cases selecionados, há iniciativas em resposta às mudanças climáticas, demonstrando o potencial de contribuição das cooperativas para a construção de um estado mais resiliente. Entre eles, está o “Nosso Solo, Nossa Colheita”, da Coasa, que promove rotação de culturas, cobertura do solo nos 365 dias do ano e manejo sustentável, garantindo solos mais férteis, menos erosão e maior rentabilidade ao produtor.
Outro destaque é o case da Vinícola Aurora, de Bento Gonçalves, que aplica estratégias de manejo vitivinícola para minimizar impactos climáticos, com conservação do solo, aumento da biodiversidade e difusão de conhecimento técnico entre cooperados e comunidade.



