
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Após os esforços do presidente americano, Donald Trump, por um cessar-fogo na Faixa de Gaza e pelo fim do conflito no Oriente Médio, os olhos do mundo agora se voltam para o Leste Europeu e para a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Diversos representantes de Kiev estão em Washington D.C. para uma série de reuniões com o governo americano, que devem culminar em um encontro entre o líder ucraniano, Volodimir Zelensky, e Trump na Casa Branca, na sexta-feira.
A expectativa de boa parte do governo ucraniano é que se "mantenha o ritmo" do trabalho americano para um cessar-fogo e o fim da guerra. O próprio líder de Kiev vê possíveis avanços:
— A pauta da nossa reunião com o Presidente dos Estados Unidos é muito substancial, e agradeço a todos que estão ajudando. Isso pode realmente aproximar o fim da guerra – são os Estados Unidos que podem exercer esse tipo de influência global — disse Zelensky nas redes sociais.
A embaixadora da Ucrânia nos EUA, Olga Stefanishyna, afirmou que diversas delegações ucranianas estão trabalhando para maximizar o impacto da reunião de líderes desta sexta-feira:
— Após a implementação do plano de paz para Gaza, materializada pela liderança e determinação do presidente dos EUA, é importante manter o ritmo. Estamos preparando o terreno para revelar um potencial de avanço global para pôr fim à guerra na Ucrânia — disse ela.
Em nota, a embaixada afirmou que os "principais tópicos da visita incluem o fortalecimento da defesa aérea da Ucrânia, o aumento da resiliência do nosso setor energético, a expansão das capacidades de longo alcance e a exploração de sanções adicionais à Rússia".
Um dos tópicos será o possível envio de mísseis tomahawk à Ucrânia. O fato gerou apreensão do governo russo, já que os artefatos são de longo e potente alcance e poderiam fortalecer o poderio militar ucraniano.
Assuntos como a expansão comercial e as relações energéticas envolvendo gás e petróleo russos também estarão na mesa de discussões.
Nesta quinta-feira (16), Trump e o presidente russo, Vladimir Putin, conversaram e concordaram em convocar uma reunião de funcionários de alto nível na próxima semana. Em uma publicação no Truth Social, Trump disse que ele e Putin se encontrariam novamente em Budapeste.
— Acredito, de fato, que o sucesso no Oriente Médio ajudará em nossas negociações para o fim da Guerra com a Rússia/Ucrânia — disse Trump na rede social.




