
O Exército Brasileiro deve manter parte das tropas que participou da Operação Atlas, recentemente, na Amazônia, devido ao recrudescimento da tensão entre Estados Unidos e Venezuela.
A coluna apurou que inclusive o Sistema Astros, baseado em Goiás e deslocado para o exercício, ficará na região até, pelo menos, a realização da COP30, em Belém, no Pará.
O Astros fica baseado no Comando de Artilharia do Exército, em Formosa, Goiás. É um sistema de lançadores múltiplos de foguetes e mísseis, montado sobre veículos, que permite a artilharia realizar ataques de saturação em larga escala, com grande mobilidade e alcance. É considerado um dos mais avançados em sua categoria no mundo.
Na quinta-feira (17), os Estados Unidos voltaram a atacar uma embarcação que supostamente transportava drogas no mar do Caribe, próximo à costa do país sul-americano. Essas ações têm sido frequentes, desde que o presidente Donald Trump deslocou navios de guerra para a região sob o argumento de combate ao narcotráfico. O clima ficou ainda mais tenso nos últimos dias depois que o jornal The New York Times informou, com exclusividade, que a Casa Branca deu ordem à CIA para operar no país com objetivo de derrubar Nicolás Maduro. O governo venezuelano anunciou que teria posicionado tropas em locais estratégicos diante da aproximação dos navios americanos.
Entre os dias 2 e 11 de outubro, as Forças Armadas brasileiras realizaram a Operação Atlas na Amazônia. O exercício, que envolveu Exército, Marinha e Aeronáutica, já estava previsto. Ocorreu a cerca de 30 quilômetros da fronteira com a Venezuela. Por isso, o governo brasileiro fez questão de reforçar junto aos dois governos - de Maduro e de Trump - de que o grande deslocamento de efetivo militar não fosse associado diretamente à escalada da atua crise entre os dois países. O exercício militar foi criado para preparar as Forças Armadas para a atuação na COP30.
O Comando Militar do Sul (CMS) informou que as tropas de RS, Santa Catarina e Paraná que participaram da operação já iniciaram a desmobilização. O retorno se dará a partir de Manaus, com destino a Belém, com uso de balsa em alguns trechos, e, depois, por via terrestre.



