
O Sistema FIERGS definiu sua presença na COP30, em Belém, que começa no dia 10 de novembro.
Entre as iniciativas que serão levadas estão estudos sobre irrigação e transição energética justa. A entidade integrará o estande da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que concentra uma série de debates ligados ao desenvolvimento industrial.
— A indústria gaúcha está atenta às demandas atuais de preservação ambiental e sustentabilidade. Participar da COP30 é uma forma de contribuir com as principais discussões e ajudar a apontar caminhos e soluções para desafios importantes, como o déficit hídrico em regiões do Rio Grande do Sul e os impactos da transição energética, sem deixar de lado o desenvolvimento econômico — diz o presidente do Sistema Fiergs, Claudio Bier, que estará presente em Belém.
O RS enfrentou quatro estiagens severas nos últimos cinco anos, resultando em perdas acumuladas superiores, segundo a Farsul, a R$ 300 bilhões – o equivalente à metade do PIB gaúcho – para o agronegócio. Um estudo recente da FIERGS evidenciou que a produção de milho está concentrada em poucas bacias hidrográficas, sendo que apenas seis delas respondem por dois terços do total.
O levantamento aponta que em algumas regiões, a produtividade poderia crescer mais de 50% se houvesse disponibilidade de água reservada para suprir a demanda das lavouras.
A Fiergs também levará à COP30 outros assuntos relevantes para o desenvolvimento econômico sustentável, como: reuso de efluentes para abastecimento industrial, fomento à logística de baixo carbono, o observatório da Agroindústria do Estado e o tema do zoneamento Ambiental da Silvicultura (ZAS).



