
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Nos últimos dias, os olhos do mundo se voltaram para a China, onde líderes de Ásia, Europa e Oriente Médio se reuniram para a cúpula da Organização para Cooperação de Xangai (OCX). Porém, uma relevante demonstração do poderio militar do presidente chinês, Xi Jinping, ficou para esta quarta-feira (3), último dia de atividades: um grande desfile em comemoração aos 80 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, após a rendição formal do Japão.
A lista dos participantes reforça, de certa maneira, a importância do evento: o líder norte-coreano, Kim Jong Un, o russo Vladimir Putin, e o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O professor de Relações Internacionais da ESPM-SP, Roberto Uebel, vê uma aproximação desses dois últimos com a China:
— Vejo eles buscando a construção de uma aliança, principalmente comercial, econômica e política antiamericana —
Nova geração de armas
O desfile foi programado para mostrar a nova geração de armas chinesas, milhares de soldados, centenas de aeronaves e equipamentos terrestres.
Recentemente, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, mostrou-se preocupado diante da expansão das capacidades militares da China e da Rússia em “alta velocidade e com pouca transparência”. Rutte destacou que os países estão produzindo armamentos em um ritmo “incrível”.
Dados chamam a atenção: segundo o Global Firepower Index (GFP), de 2024, as Forças Armadas da Rússia ocupam a 2ª posição entre os exércitos mais poderosos do mundo, atrás apenas dos EUA. A China aparece logo em seguida, na 3ª colocação. No entanto, alguns pesquisadores argumentam que, em termos de modernidade, a China já superou a Rússia, ocupando, de fato, o segundo lugar.




