
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A viúva do ativista conservador Charlie Kirk, Erika Kirk, afirmou durante a cerimônia em homenagem a ele realizada no domingo (21) que perdoaria Tyler Robinson, o homem acusado de assassiná-lo. O influenciador foi baleado na semana passada.
— Meu marido queria salvar jovens, assim como aquele que tirou a sua própria vida (...) Aquele homem, aquele jovem, eu o perdoo. Eu o perdoo porque foi o que Cristo fez, e é o que Charlie faria — disse ela durante um discurso emocionado no State Farm Stadium, em Glendale, no Arizona, diante de mais de 100 mil pessoas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também participou da cerimônia. Em seu discurso, disse que Charlie "não odiava seus oponentes" e "queria o melhor para eles", um atributo que ele considerava difícil de entender.
— É nesse ponto que eu discordo de Charlie. Eu odeio meus oponentes e não quero o melhor para eles — declarou Trump.
Trump também culpou a "esquerda radical" pela morte de Kirk e ameaçou perseguir organizações liberais e doadores ou outros que ele considere estarem difamando ou comemorando a morte do ativista.
Tyler Robinson, acusado de matar Kirk, é um homem de 22 anos de Utah que pode pegar pena de morte se for condenado pelas acusações mais graves. As autoridades não revelaram um motivo claro para o tiroteio, mas os promotores dizem que Robinson escreveu em uma mensagem para sua parceira, após o crime, que ele "estava farto" do ódio de Kirk.


