
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Exatamente no fim de semana seguinte ao encerramento da Assembleia Geral da ONU, a Rússia lançou, neste domingo (28), ataques aéreos contra a Ucrânia que, de acordo com o presidente Volodimir Zelensky, resultaram em quatro mortos – incluindo uma menina de 12 anos – e 40 feridos.
"O ataque maciço da Rússia à Ucrânia durou mais de 12 horas. Ataques brutais, terror deliberado e direcionado contra cidades comuns – quase 500 drones de ataque e mais de 40 mísseis", afirmou Zelensky nas redes sociais.
Outra região atacada foi Zaporizhzhia, cidade em conflito com o Kremlin desde o início da guerra, já que Vladimir Putin manifestou a intenção de anexar a região. Lá, os bombardeios deixaram pelo menos 16 feridos, incluindo três crianças.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o ataque massivo e declarou que o objetivo era atingir campos de aviação militares e outras instalações ucranianas.
Como resultado do ataque, as forças armadas da Polônia anunciaram o posicionamento de caças em seu espaço aéreo e colocaram seus sistemas de defesa aérea terrestre em alerta máximo.

Há semanas o Kremlin intensifica as provocações contra países membros da Otan. Em menos de 10 dias, Polônia, Romênia e Estônia tiveram seus espaços aéreos violados por aeronaves russas. Durante a Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado de Zelensky, afirmou que os países membros da Otan devem interceptar aeronaves russas que adentrem, sem autorização, o espaço aéreo de países vizinhos.



