
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Enquanto a Rússia acusa a Estônia de afirmar falsamente que jatos militares russos violaram seu espaço aéreo na semana passada, países-membros da Otan e aliados lançaram duras críticas ao Kremlin durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira (22).
A Estônia havia solicitado o encontro após três caças russos MiG-31 terem entrado em seu espaço aéreo sobre o Golfo da Finlândia sem autorização na sexta-feira (19), permanecendo por 12 minutos na área.
— A comunidade internacional deve permanecer firme na exigência do fim dessas violações flagrantes da Carta da ONU, a fim de evitar uma escalada maior — disse o ministro das Relações Exteriores da Estônia, Margus Tsahkna.
A representante da Segurança da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou que o ato foi uma "provocação deliberada".
— A Rússia está testando as fronteiras europeias e minando a segurança — declarou.
Os representantes do Reino Unido e dos Estados Unidos seguiram a mesma linha e aproveitaram a reunião para alertar a Rússia de que a OTAN, da qual a Estônia é membro, está pronta para defender seu espaço aéreo.
O vice-primeiro-ministro polonês, Radosław Sikorski, disse que os russos são incapazes de viver em paz com seus vizinhos.


