
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarcou na terça-feira (16) rumo ao Reino Unido para uma série de compromissos com a família real e lideranças britânicas. O evento, como todo o protocolo da realeza, contará com pompa e circunstância: o republicano deve ser recebido pelo rei Charles III no Castelo de Windsor, chegando ao local em uma carruagem real, acompanhado por três bandas militares distintas e escoltado por cavaleiros reais.
Esta não é a primeira vez que Trump visita a família real. Em 2019, durante o seu primeiro mandato, ele foi recebido pela rainha Elizabeth II. E essa também não é a primeira vez que republicano se reúne com Charles III. Em 1988, o então príncipe de Gales foi recebido pelo presidente em Mar-a-Lago, a mansão de Trump em Palm Beach, na Flórida. Os dois também se encontraram em outras oportunidades, como em 2019. Aliás, ambos tem praticamente a mesma idade: Trump 79 e o monarca 76.
O convite para Trump visitar a família real ocorreu ainda no início do ano, quando o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, visitou a Casa Branca e entregou um ofício do monarca ao presidente.
Inclusive, este é outro ponto que chama a atenção: desde o início do reinado de Elizabeth II, em 1952, houve apenas três visitas de Estado dos EUA: George W. Bush, Barack Obama e Trump — o único que fará duas visitas. Presidentes em segundo mandato não costumam ter tanta pompa quanto a que o republicano terá.
Junto ao presidente, a primeira-dama Melania Trump também acompanhará a visita. Na quarta-feira (17), os dois chegam ao Castelo de Windsor, nos arredores de Londres — o Palácio de Buckingham está em reforma — e serão recebidos pelo príncipe e princesa de Gales, William e Kate. Depois, o casal norte-americano se encontrará com o rei Charles e a rainha Camila. Após um tour pela propriedade, eles devem depositar flores no túmulo da rainha Elizabeth II, na Capela de São Jorge.
Principais assuntos
Quem espera que Trump e Charles III falem de política, se engana. A pauta não é tratada pela realeza, que evita cuidadosamente temas mais "tensos".
Assuntos de geopolítica e negócios devem ficar para a quinta-feira (18), quando o presidente se encontrará com Starmer em Chequers — a casa de campo do primeiro-ministro.
A agenda também contará com encontros com uma série de CEOs de empresas de tecnologia, e, de acordo com autoridades dos EUA, podem ser anunciadas parcerias e investimentos.
A imprensa britânica aponta que devem ser tratadas questões como a guerra da Ucrânia contra a Rússia e a situação na Faixa de Gaza. Antes de embarcar no Air Force One nesta terça-feira, Trump ainda afirmou que também discutirá acordos comerciais durante a viagem.



