
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Em meio a esforços para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia, que se arrasta há mais de três anos, líderes de 30 países reuniram-se em Paris com o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, nesta quinta-feira (4), em busca de um cessar-fogo no conflito com Moscou.
O encontro da chamada "Coalização dos Dispostos" teve efeitos positivos, pelo menos na avaliação do presidente da França, Emmanuel Macron, que serviu como porta-voz do grupo. Dos presentes, 26 países comprometeram-se a apoiar militarmente a Ucrânia em caso de um cessar-fogo com a Rússia. O líder do Palácio do Eliseu afirmou que o objetivo é dissuadir Moscou de voltar a atacar o território ucraniano. A medida também foi celebrada pelo líder de Kiev, que disse que "todos concordam que a Rússia está rejeitando qualquer iniciativa de paz".
Apesar de o chefe de Estado francês não ter detalhado o acordo, as garantias de segurança seriam implementadas assim que o conflito cessasse. Segundo Macron, o objetivo não é criar uma guerra contra o Kremlin, mas sim dissuadi-lo de voltar a atacar a Ucrânia.
No encontro, estavam líderes da Itália, Alemanha, Polônia, União Europeia, entre outros europeus. Os EUA esteve representado por Steve Witkoff, enviado especial, no entanto Macron declarou que o acordo de garantias de segurança com Washington será finalizado nos próximos dias.
No mesmo dia, após a reunião, o presidente dos EUA, Donald Trump, conversou com o líder ucraniano. Segundo Zelensky, a "conversa longa e detalhada" tratou de como conduzir a situação rumo à paz.
Últimas tentativas
Rússia e Ucrânia vivem um impasse em relação a um acordo de paz há meses. Há cerca de 15 dias, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou que, para assinar um acordo de paz com a Ucrânia, exigiria a anexação de todo o território do Donbass — que inclui as províncias de Donetsk e Luhansk —, além de garantias de que o país não ingressará na OTAN e não abrigará tropas ocidentais em seu território.
Por outro lado, Zelensky, já afirmou que não abrirá mão do Donbass, argumentando que tal concessão incentivaria Moscou a continuar sua expansão territorial em direção à Europa.






