
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Porto Alegre sedia nesta quinta-feira (11) a Oficina Estadual de Apoio Estratégico em Saúde da População Negra. Promovida pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz, a iniciativa tem como objetivo ampliar a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) nos municípios gaúchos.
O encontro reunirá gestores municipais, profissionais de saúde e lideranças no Centro Cultural da UFRGS para discutir estratégias de enfrentamento ao racismo nos serviços de saúde e para reduzir as desigualdades raciais no SUS.
A oficina conta com o apoio da Secretaria Estadual da Saúde e integra uma série de encontros regionais que buscam apoiar a gestão municipal na adoção de metas, indicadores e ações voltadas à equidade racial no SUS.
Segundo o censo de 2022, o RS tem atualmente mais de 2,3 milhões de pessoas negras — o que corresponde a 21,2% da população — e mais de 170 comunidades quilombolas. No entanto, apenas 31% dos municípios inseriram ações da PNSIPN em seus planos locais de saúde.
— A oficina é um espaço para evidenciar que o racismo também é um determinante de saúde pública. Nosso objetivo é apoiar os municípios na construção de ações concretas que reduzam as iniquidades e garantam que a população negra tenha acesso com dignidade e equidade ao SUS — afirmou Elaine Soares, coordenadora do apoio estratégico em saúde da população negra.






