
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A partir desta segunda-feira (22), o presidente Lula participa de uma série de agendas durante a 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas. O evento segue até quarta-feira em Nova York e o Brasil, como é tradição, será o primeiro Estado-membro a discursar na abertura do Debate Geral.
Segundo o Itamaraty, Lula manterá encontros com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e com chefes de Estado e de governo de outras nações.
Pautas geopolíticas estarão em debate, como a questão da Palestina. Lula participa, nesta segunda-feira, da segunda sessão da Conferência Internacional de Alto Nível para a Resolução Pacífica da Questão Palestina e a Implementação da Solução de Dois Estados, convocada por França e Arábia Saudita.
Na terça-feira (23), Lula participará do evento de alto nível sobre ação climática, voltado a impulsionar a mobilização internacional e estimular a apresentação de novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) rumo à COP30. O presidente deve reafirmar o convite para que lideranças compareçam ao evento, que será realizado em novembro de 2025 em Belém (PA).
Ainda na pauta ambiental, o presidente deve apresentar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), iniciativa brasileira que propõe um modelo inovador de financiamento para a conservação das florestas tropicais. O fundo será lançado durante a Conferência.
Democracia
Sobre a democracia, Lula copresidirá, na quarta-feira, ao lado do presidente do Chile, Gabriel Boric, e da Espanha, Pedro Sánchez, a segunda edição do evento Em Defesa da Democracia. A iniciativa reúne líderes de todas as regiões do mundo para fortalecer o multilateralismo, o Estado de Direito e a cooperação contra o extremismo, a desinformação, o discurso de ódio e o enfraquecimento das instituições democráticas.
Este será o primeiro evento em que Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ficarão cara a cara depois das últimas tarifas que os norte-americanos impuseram contra os produtos brasileiros e a aplicação de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal. Não há informações prévias se Lula citará o assunto no discurso, mas o presidente brasileiro disse, na semana passada, que se visse Trump, o cumprimentaria.




