
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) apresentou nesta quarta-feira (6) um relatório afirmando que, mais de um ano após as eleições presidenciais, o governo de Nicolás Maduro se "recusa em fornecer" dados eleitorais de 2024. Na ocasião, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) havia ratificado a vitória de Maduro sobre o líder da oposição, Edmundo González.
O documento, elaborado pela relatora para a Venezuela da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), Gloria Monique de Mees, também apresentou dados sobre violações de direitos humanos cometidas pelo regime após o pleito. Segundo a relatora, informações do próprio governo indicam que mais de duas mil pessoas foram presas em manifestações contra Maduro e que 25 morreram.
— Mais de um ano depois, o Conselho Nacional Eleitoral ainda não publicou a ata necessária para verificar os resultados que declarou a favor de Nicolás Maduro. Essa recusa em fornecer até mesmo os dados eleitorais mais básicos viola as leis nacionais e as normas internacionais. Ela lança uma longa sombra sobre a credibilidade do processo eleitoral e priva os cidadãos do direito de saber a verdade sobre seu voto — disse Gloria.
Maduro está em seu terceiro mandato como presidente da Venezuela. A vitória do líder chavista não foi reconhecida por diversos países, enquanto alguns setores e entidades afirmam que o verdadeiro vencedor do pleito foi Edmundo González.




