
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu na sexta-feira (22) a visita do presidente da Fifa, Gianni Infantino, para o anúncio do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de Futebol da Fifa.
Um fato que chamou a atenção foi que, durante o encontro, Trump mostrou uma foto dele com o presidente russo, Vladimir Putin, e insinuou que o Kremlin poderá participar do evento, que ocorrerá em 2026 nos EUA.
— Acabei de receber uma foto de alguém que quer muito estar lá. Ele me respeita muito e respeita meu país, mas não tem sido tão respeitoso com os outros [...] Este é Vladimir Putin, que acredito que virá, dependendo do que acontecer. Talvez ele venha, talvez não. Depende do que acontecer. Muita coisa vai acontecer nas próximas semanas — disse Trump, mostrando a foto dos dois no Alasca aos jornalistas presentes no Salão Oval.
Putin é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em março de 2023. Na acusação, ele é apontado como responsável pela “deportação ilegal” e “transferência ilegal” de crianças de áreas ocupadas da Ucrânia para a Rússia.
O líder russo até pode ir aos Estados Unidos, já que o país não é signatário do Estatuto de Roma, que criou o TPI. No entanto, o episódio criou uma saia-justa para a própria Fifa, uma vez que, desde 2022 no início da guerra contra Ucrânia, atletas e equipes russas estão banidos de competições internacionais, incluindo as Eliminatórias da Copa. Em 2018, Moscou foi a sede do torneio.




