
Em seu afã de brincar de dono do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enquanto segue com sua metralhadora tarifária, disse ter mobilizado dois submarinos nucleares após ameaças russas.
Aos fatos: na quinta-feira (31), o ex-presidente a Rússia Dmitri Medvedev que foi uma espécie de títere de Vladimir Putin por quatro anos (2008 a 2012) no Kremlin, mencionou o chamado Mão Morta, um sistema automático de disparo de mísseis nucleares desenvolvido da época soviética.
Nesta sexta-feira (1º), em sua rede social Truth Social, Trump informou sobre o movimento militar em "regiões apropriadas". Não disse onde.
O "Mão Morta" é um sistema automático de disparo de mísseis nucleares do tempo da Guerra Fria, desenvolvido para reagir caso a liderança russa seja eliminada em um ataque.
Vale lembrar que um submarino nuclear não significa que ele seja dotado de arsenal atômico. Significa, tecnicamente, que o aparelho é movido à energia nuclear — ou seja, pode transportar armas convencionais, mísseis Tomahawk, por exemplo, ou nucleares.
O fato de Trump ter reposicionado submarinos nucleares, na prática, não significa muito: serva mais ao propósito de dissuasão.
Os Estados Unidos, atualmente, operam uma força naval composta por 72 submarinos movidos a energia nuclear — dos quais 14 são submarinos balísticos (SSBN). Esses, da classe Ohio, são estrategicamente importantes: cada um pode carregar até 20 mísseis Trident II D5 (hiper-sônicos), capazes de transportar ogivas nucleares. Normalmente, cada míssil está equipado com quatro a cinco ogivas, resultando em um total aproximado de 90 ogivas nucleares por submarino, o que representa cerca de metade do arsenal estratégico ativo dos EUA.




