
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O governo federal, por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), formalizou um acordo inédito com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para fortalecer os Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos na América Latina e no Caribe.
O objetivo do acordo é ampliar o acesso a alimentos saudáveis, aumentar a resiliência dos sistemas agroalimentares e reduzir as vulnerabilidades diante de crises econômicas, sociais e ambientais. O documento foi assinado durante a 10ª Reunião da Rede Regional de Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos (Rede SPAA), realizada em Cartagena das Índias, na Colômbia, na sexta-feira (15). Atualmente, o Brasil é representado pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, que preside o grupo até 2026.
A ação integra o Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO e marca a primeira vez que um membro da Rede SPAA — no caso, a Conab — aporta recursos financeiros para fortalecer as políticas e os programas públicos de abastecimento e comercialização de alimentos nos países membros: Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Chile, Equador, El Salvador, Bolívia, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Bolivariana da Venezuela, República Dominicana, São Vicente e Granadinas e Uruguai.
O projeto terá duração de 20 meses e inclui a elaboração de estudos, estratégias para troca de experiências e a promoção da agricultura sustentável. Ao final, a ideia é de que os países tenham maior capacidade técnica para formular e implementar políticas voltadas ao abastecimento e à comercialização de alimentos, ampliando o acesso a produtos saudáveis.
A ABC/MRE será responsável pela cooperação técnica internacional no Brasil, enquanto a Conab aportará sua experiência e recursos financeiros, técnicos e humanos para supervisionar e executar as ações do projeto. Já a FAO facilitará os processos de cooperação, oferecendo apoio técnico, operacional e administrativo.




