
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Governadores dos sete Estados do Sul e Sudeste assinaram, durante a Conferência da Mata Atlântica Paraná 2025 — que integrou a programação do 13º Encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) —, a "Carta de Curitiba". O governador, Eduardo Leite, também participou do evento.
O documento reúne as principais demandas comuns entre os Estados para a proteção do bioma Mata Atlântica. A ideia é que o texto projete a pauta no debate internacional sobre preservação ambiental na COP30, em novembro, em Belém (PA).
A Carta destacou o que os Estados têm trabalhado com a perspectiva de fortalecimento de políticas ambientais e citou exemplos de atividades já em andamento. Uma delas, por exemplo, é que os "Estados estão comprometidos a apoiar seus municípios na elaboração de planos específicos para adaptação às mudanças climáticas e redução de riscos associados".
Outro exemplo é a interligação e o compartilhamento de dados que as Defesas Civis estão colocando em prática, além das "expertises para mitigação de riscos e atuação em eventos extremos". Conforme os governadores, a união já foi aplicada em situações de crise, como nas enchentes de 2024 no RS.
O evento, que foi encarado como um ato "pré-COP", também citou a importância de tratar, além da Amazônia, da Mata Atlântica na Conferência:
"A COP 30, que acontecerá em Belém, no Pará, será a COP da implementação e atrairá as atenções globais para a Amazônia e a região Norte do Brasil, dentro da ideia de fazer desse evento uma bandeira diplomática. A Mata Atlântica e outros biomas brasileiros, que são irmãos da Floresta Amazônica, muitas vezes fogem das atenções dos negociadores internacionais da justiça climática, mas também inspiram bons exemplos."
O Cosud é formado por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.



