
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O governo da Dinamarca convocou, nesta quarta-feira (27), o encarregado de negócios dos Estados Unidos após suspeitas de tentativas de interferência na Groenlândia, um território autônomo dinamarquês que o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump manifestou interesse em controlar durante seu mandato.
De acordo com a imprensa dinamarquesa, pelo menos três funcionários do governo norte-americano próximos a Trump foram avistados recentemente na Groenlândia, onde tentavam obter informações sobre temas que causaram tensão entre a ilha e o governo dinamarquês.
— Qualquer tentativa de interferência nos assuntos internos do Reino (da Dinamarca) é inaceitável. Solicitei ao Ministério das Relações Exteriores que convoque o encarregado de negócios dos Estados Unidos para uma reunião — disse o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, em comunicado enviado à agência de notícias AFP.
O interesse de Trump
Apesar de 80% de seu território ser coberto por gelo, a Groenlândia desperta o interesse de Washington devido ao seu grande potencial explorável. A ilha abriga uma das maiores reservas de minerais críticos do mundo — essenciais para energias renováveis e tecnologia —, além de urânio, petróleo e gás.
Outro fator determinante é a localização estratégica da Groenlândia no Ártico, região que tem se tornado palco de tensões geopolíticas. Rússia e China vêm ampliando sua influência na área, e os EUA enxergam a ilha como um ponto crucial para sua defesa e presença estratégica.




