
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
Representantes dos Estados brasileiros estiveram em Belém (PA) durante terça (12) e quarta-feira (13) para o Fórum Nacional de Governadores. No evento, onde também foi assinada uma carta em apoio à realização da COP30 na capital paraense, os participantes puderam conhecer a estrutura de preparação para o evento.
A coluna conversou com o vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza, que esteve presente representando o estado:
O que foi tratado na viagem?
A pauta era específica sobre a COP. Uma exposição sobre todas as obras que o governo do Estado (do Pará) e a prefeitura de Belém estão fazendo para poder receber os participantes. Posteriormente, o presidente da COP30, o André Corrêa do Lago, fez uma fala sobre o funcionamento da COP, negociações, pautas, etc. E os governadores e vices, eram 22 Estados, fizemos falas, cada um sobre ações políticas da COP. Depois, visitamos o Parque da Cidade, que é o principal local que vai ter atividades, obras acontecendo, etc. E boa parte já pronto.
Como a cidade está para receber o evento?
A cidade tem obras. Chegou no aeroporto, já tem obras. A cidade por onde passa, tem obras. Nesse local, que é um centro de eventos onde tivemos a reunião, está praticamente pronto. Um local muito bonito. O Parque da Cidade também está pronto. E também está quase pronta, eu diria que 85%, um centro gastronômico, que vai ser uma praça de alimentação da COP, um prédio muito bonito também. Tudo isso dentro do Parque da Cidade. E eles estão montando as estruturas móveis da Blue Zone e da Green Zone, que são onde acontecem os grandes debates e negociações. A Blue Zone é "governo" e a Green Zone "sociedade".
A questão das hospedagens entrou na pauta?
Sim. Por dia, na COP, passam em torno de 25 mil pessoas. Eles mostraram ter em média 53 mil leitos fixos, mais 64 mil leitos temporários e alternativos. Tem um hotel público que eles estão fazendo, que é o Vila COP 30, que está com 64% das obras concluídas, são mais 405 quartos. Eles têm uma plataforma oficial da COP que é administrada pelo governo, que mostra os quartos, os leitos e casas para alugar. E tem um problema que é do mercado privado, de aumento do preço, um problema difícil de ser resolvido, porque, por mais diálogo que se faça com o setor privado, quem manda no preço? Nem o prefeito, nem ninguém. Isso é um problema, mas está se enfrentando, já conseguiram fechar diversos quartos para as delegações. Para cada delegação deve ter 15 leitos, que é a média que a ONU estipula, com um preço de 100 a 300 dólares por diária. Então o governador Helder (Barbalho) diz que resolveu: são 196 países membro da convenção-quadro da COP, 2.320 quartos disponíveis, para que cada delegado tenha o seu próprio quarto. A impressão que eu saí de lá foi que os delegados da COP, realmente, vão ter o estadia garantida.
Como estão os preparativos do RS para a COP30?
O Governo do Estado está compilando as pautas com as secretarias. A Secretaria do Meio Ambiente, que é designada pelo governador para coordenar, está em contato com secretários. E o Governo do Estado vai participar, naturalmente, apresentando suas pautas, mostrando as nossas mazelas ambientais, como foi o caso do ano passado com as enchentes, e também apresentando pautas do ponto de vista propositivo sobre o que estamos fazendo. Também estaremos na COP, como sempre estivemos, para trocar experiências. E acho que a COP no território nacional, em especial na área da Floresta Amazônica, é bastante simbólica. O mundo inteiro fala bastante da Floresta Amazônica, então está na hora de conhecê-la. Tem uns que estão reclamando de conhecê-la, querendo mais luxo do que é oferecido, mas é bom para ter a experiência de conhecer uma cidade, uma metrópole, que nem Belém, com 1,5 milhão de habitantes no meio da Floresta Amazônica, e acho que vai ser uma boa experiência para os delegados que participarem.



