
Se o agro e os humores do clima já eram temas inseparáveis, os eventos extremos que vêm acometendo o Rio Grande do Sul nos últimos anos tornaram essa relação ainda mais evidente. O produtor rural gaúcho sofre pelos dois lados — com a falta e com o excesso de chuva.
Os efeitos do aquecimento global prejudicam a produção e aumentam os custos, encarecendo o preço final, que é sentido no bolso de todos nós, principalmente nos supermercados.
Por isso, no início de mais uma Expointer, é importante destacar o papel do agronegócio como parte fundamental da solução diante do desafio das mudanças climáticas. Se em muitos campos políticos a polarização é fenômeno recente, no campo a dualidade agronegócio x ambientalismo é antiga. Felizmente, essas rusgas, hoje, limitam-se a pequenos nichos. Em geral, quase nenhum produtor rural nega os efeitos das mudanças climáticas, assim como poucos ambientalistas defendem o ambiente sem incluir o homem do campo no debate.
Essa é a Expointer da resiliência - passamos no ano passado pela maior tragédia climática do Estado, e, mesmo assim, a feira foi realizada. Agora, é hora de dar novo impulso. O gaúcho é um povo aguerrido e bravo, mas resiliência também se cria, por meio de planejamento, adequação de sistemas de produção, tecnologia e inovação.
A Expointer é mais do que só o Freio de Ouro, mais do que a exposição e a premiação de animais. É também agricultura familiar, máquinas e oportunidade de fechar negócios. Mas é, sobretudo, um momento raro de debater pesquisas, compartilhar conhecimentos e reafirmar compromissos com a sustentabilidade.





