
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A ex-presidente Dilma Rousseff, que atualmente chefia o Banco dos Brics, defendeu, durante a 10ª reunião anual do New Development Bank (NDB) nesta sexta-feira (4), o financiamento climático para os países mais afetados pelas mudanças do clima, reforçou a pauta do fortalecimento das moedas locais e criticou o uso de tarifas como instrumento de "subordinação política".
Embora não tenha citado nominalmente os Estados Unidos, Dilma fez uma alusão indireta ao presidente americano Donald Trump já no início de seu discurso:
— Tarifas, sanções e restrições financeiras estão sendo usadas como ferramentas de subordinação política.
Diante da crise climática global, a presidente do NDB destacou a importância do financiamento e propôs que o banco amplie seus esforços em agendas ambientais:
— O financiamento climático deve ir além de promessas e se tornar um mecanismo concreto para adaptação, transição energética e resiliência, especialmente nos países mais afetados por eventos extremos. O NDB deve estar na vanguarda desse esforço, aumentando investimentos em infraestrutura verde, energia limpa e tecnologias sustentáveis.
Por fim, Dilma reiterou a necessidade de fortalecer as moedas locais, reduzindo a exposição dos países membros a fatores externos:
— Devemos fortalecer o financiamento em moeda local, explorar acordos de swap bilaterais, auxiliar os países membros a minimizar os impactos da volatilidade externa e aprofundar os mercados de capitais domésticos. Além disso, precisamos ampliar nossa rede de colaborações, com bancos nacionais de desenvolvimento, outras instituições multilaterais, o setor privado e a academia.
A Cúpula dos Brics inicia ino domingo (6) e segue até segunda-feira (7), no Rio de Janeiro. O encontro do bloco reunirá chefes de Estado, chanceleres e assessores de alto nível dos países-membros.






