
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A Lei Magnitsky, aplicada pelo governo de Donald Trump nesta quarta-feira (30) contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não é uma novidade. Em vigor desde 2017, a legislação americana já foi utilizada contra pelo menos 650 pessoas em todo o mundo, incluindo diversas personalidades de destaque.
Um dos primeiros casos emblemáticos ocorreu ainda em 2017, quando as sanções foram aplicadas ao empresário dominicano Ángel Rondón Rijo. Segundo o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, órgão responsável pela implementação da lei, Rondón atuava como operador financeiro da empreiteira brasileira Odebrecht.
Entre as figuras relevantes que também foram alvo da Lei Magnitsky destacam-se o ex-presidente do Conselho Supremo Eleitoral da Nicarágua Roberto José Rivas Reyes, o deputado guatemalteco Julio Antonio Juárez Ramírez e o ex-presidente da Gâmbia Yahya Jammeh, que governou o país africano entre 1994 e 2017. A lista inclui ainda o ex-presidente paraguaio Horacio Cartes (2013-2018) e seu ex-vice-presidente Hugo Adalberto Velázquez Moreno (2018-2023).
Dados do governo norte-americano revelam que somente no ano de 2023 as sanções atingiram cidadãos de nove países diferentes: Afeganistão, Bulgária, Guatemala, Haiti, Libéria, Paraguai, China, Rússia e Uganda.






