
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A Cúpula dos Brics, evento previsto para ocorrer entre 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro, será realizada sem a presença do presidente da Rússia, Vladimir Putin. O Kremlin participará do encontro por videoconferência, e o motivo da ausência é que, caso viesse, ele poderia ser preso.
A razão foi confirmada pelo assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, que reconheceu a existência do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em março de 2022. Na acusação, Putin é apontado como responsável pela “deportação ilegal” e “transferência ilegal” de crianças de áreas ocupadas da Ucrânia para a Rússia.
— Isso se deve a certas dificuldades, no contexto das exigências do TPI. Nesse cenário, o governo brasileiro não pôde assumir uma posição clara que permitisse a participação do nosso presidente nessa reunião — afirmou Ushakov.
No lugar de Putin, virá à Cúpula o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. Ainda durante a campanha, em 2023, Lula chegou a afirmar que Putin não seria preso no Brasil. Contudo, recuou e declarou que a prisão dependeria do Judiciário, e não do Executivo.
O presidente da China, Xi Jinping, também não comparecerá ao evento, sendo substituído pelo primeiro-ministro Li Qiang. Além do Brasil, Rússia e China, o bloco é composto por Índia, África do Sul, Irã, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. A lista com as demais confirmações no evento ainda não foi divulgada.




