
O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
A Argentina anunciou sua saída oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em nota divulgada na segunda-feira (26) pelo Ministério da Saúde no X (antigo Twitter), a pasta argumentou que "evidências" indicam que as orientações do órgão internacional "não funcionam", já que "não se baseiam na ciência, mas em interesses políticos".
A decisão coincide com a visita oficial do secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., realizada nesta terça-feira (27). Em uma foto, o americano aparece ao lado do argentino segurando uma motosserra, um dos símbolos da campanha de Millei. A medida do governo da Argentina, inclusive, segue ação similar tomada pelo presidente americano Donald Trump, que retirou os Estados Unidos da organização em janeiro deste ano.
Na nota, o ministro da Saúde da Argentina, Mario Lugones, anunciou uma série de medidas que reforçam o novo direcionamento da política de saúde do país: "passar de um modelo de saúde focado no tratamento de doenças para um modelo focado na proteção da saúde com base em evidências científicas". Entre as medidas está prevista a revisão dos protocolos de vacinação no país.
De acordo com a nota, o objetivo das mudanças é "reorganizar, atualizar e tornar as estruturas e processos mais transparentes". O texto afirma ainda que "o sistema deve servir as pessoas e não a burocracia".





